Taparam o buraco
para me tapear
tenha paciência
já vamos jogar.
Tapearam o buraco
que cai esses dias
lembra de ontem
irritou toda vida.
Taparam o buraco
e surgiu outro ali,
parece piada
bem onde vivi.
E para tapá-lo,
baste tapear,
uma tolice errônea
de querer se vingar.
Pra que serve buracos
se não for pra amar
mais que descaso
deixa pra lá e
vamos almoçar.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
#poesiadeasfalto A boca da noite
de Michelle Lage D'Angelo
Chega longa e bela
Com seus esboços curvos em aquarela
Ao horizonte enfumaçado
Seus tons se misturam.
Os homens apaixonados
Ao som de boleros
Se curvam admirados
Em amenas serenatas.
Boêmios mascarados se divertem pelas ruas
e brindam a noite nua
ao passar das horas a noite afora
corre aos braços do sol
e assim vão embora como um peixe no anzol.
As luzes se acendem e a lua se esconde
Por trás das nuvens acima dos homens
E a vida começa
Agitada e contente
Pois o dia alegra muita gente
Chega longa e bela
Com seus esboços curvos em aquarela
Ao horizonte enfumaçado
Seus tons se misturam.
Os homens apaixonados
Ao som de boleros
Se curvam admirados
Em amenas serenatas.
Boêmios mascarados se divertem pelas ruas
e brindam a noite nua
ao passar das horas a noite afora
corre aos braços do sol
e assim vão embora como um peixe no anzol.
As luzes se acendem e a lua se esconde
Por trás das nuvens acima dos homens
E a vida começa
Agitada e contente
Pois o dia alegra muita gente
#poesiadeasfalto Molhada
Ela corre desesperada
para baixo do toldo
espera calada
observa o povo.
Essa chuva não passa,
monotonia sem graça
tanta gente e ela ali,
sem saber onde ir.
De repente um esboço de amor
um rosto amigo, suspirou
a espera cessou, seu olhar brilhou.
Enquanto imóvel se fez notar,
mas ele buscava se safar
dessa chuva agressiva, que só faz molhar.
Ela já não sentia as gotas,
só buscava coragem para um olá,
mas um automóvel chegou,
e levou seu amor.
para baixo do toldo
espera calada
observa o povo.
Essa chuva não passa,
monotonia sem graça
tanta gente e ela ali,
sem saber onde ir.
De repente um esboço de amor
um rosto amigo, suspirou
a espera cessou, seu olhar brilhou.
Enquanto imóvel se fez notar,
mas ele buscava se safar
dessa chuva agressiva, que só faz molhar.
Ela já não sentia as gotas,
só buscava coragem para um olá,
mas um automóvel chegou,
e levou seu amor.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Arte no metrô #poesiadeasfalto
Olha aí quanto barulho
coloriram o ruído,
taparam o buraco velho
criou-se rachadura nova.
Fizeram arte no metrô,
quase não prestei atenção,
passei correndo, entrei voando,
mas ali tem cores novas.
Tentativa de quê?
burocracia e TV,
ali tem coisas mortas,
objetos sem vida.
Há catracas no metrô
descaracterizadas, bloqueios,
enchiquetaram o metrô,
barraram um doido ali.
Fizeram um mosaico
alguém entendeu?
só vi cores quando andei,
na próxima vez é meu.
Pagaram a passagem
e não viram a arte,
olha ali de novo,
barraram outro doido.
coloriram o ruído,
taparam o buraco velho
criou-se rachadura nova.
Fizeram arte no metrô,
quase não prestei atenção,
passei correndo, entrei voando,
mas ali tem cores novas.
Tentativa de quê?
burocracia e TV,
ali tem coisas mortas,
objetos sem vida.
Há catracas no metrô
descaracterizadas, bloqueios,
enchiquetaram o metrô,
barraram um doido ali.
Fizeram um mosaico
alguém entendeu?
só vi cores quando andei,
na próxima vez é meu.
Pagaram a passagem
e não viram a arte,
olha ali de novo,
barraram outro doido.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
#poesiadeasfalto Muros
Aquele muro tá pichado,
aquele outro desenhado
tem uma mureta ali branquinha
e uma outra bem fininha.
Propaganda de eleição,
lambe-lambe de funk
um protesto enrustido
e tinta escorrida.
Muros altos e quebrados,
alguns lisos ou enfeitados
é dolorosa a sensação
de prender e isolação.
aquele outro desenhado
tem uma mureta ali branquinha
e uma outra bem fininha.
Propaganda de eleição,
lambe-lambe de funk
um protesto enrustido
e tinta escorrida.
Muros altos e quebrados,
alguns lisos ou enfeitados
é dolorosa a sensação
de prender e isolação.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
#poesiadeasfalto Faixa branca
Parei na calçada,
em frente as faixas
olhei para os lados
prossegui caminhada
Pisei na primeira
senti sua textura
sem parar travessia
um pouco macia.
De todas as faixas,
uma ascendia
a da ponta era opaca
de fato sumia.
Já fora pisada
por vezes usada
por pneus e peles,
sua história contava.
em frente as faixas
olhei para os lados
prossegui caminhada
Pisei na primeira
senti sua textura
sem parar travessia
um pouco macia.
De todas as faixas,
uma ascendia
a da ponta era opaca
de fato sumia.
Já fora pisada
por vezes usada
por pneus e peles,
sua história contava.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
#poesiadeasfalto Fundo do bueiro
Chegou o dia e eu
tava ali com os carros
sentado no meio fio
com a saudade do seu salto.
Passei a noite na calçada
beijei onde você passa
percorri a avenida
me calei no cruzamento.
Procurei no fundo bueiro
achei um fedor imenso
me perdi por inteiro
acompanhei a sirene tenso.
chorei na chuva, me lavei
ao entardecer na rua
percebi céus arranhados
sorrisos espelhados
um sol descoberto pelas nuvens.
tava ali com os carros
sentado no meio fio
com a saudade do seu salto.
Passei a noite na calçada
beijei onde você passa
percorri a avenida
me calei no cruzamento.
Procurei no fundo bueiro
achei um fedor imenso
me perdi por inteiro
acompanhei a sirene tenso.
chorei na chuva, me lavei
ao entardecer na rua
percebi céus arranhados
sorrisos espelhados
um sol descoberto pelas nuvens.
domingo, 27 de novembro de 2011
#poesiadeasfalto
#PoesiadeAsfalto é um projeto novo que experimenta e se inspira nos elementos urbanos do cotidiano. Fusão de fatos reais com ficção que vai de encontro a sentimentos intrínsecos em todos que vivem nas grandes cidades, mas são esquecidos devido ao grande excesso de informação que nos rodeia.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sem um, o outro até o fim.
Sem fome você bebe
Sem sede você fala
Sem fala você pensa
Sem mente você dorme
Sem sono você escrevre
Sem palavras você dança
Sem swing você espanta
Sem companhia você padece
Sem vida acontece o fim.
Sem sede você fala
Sem fala você pensa
Sem mente você dorme
Sem sono você escrevre
Sem palavras você dança
Sem swing você espanta
Sem companhia você padece
Sem vida acontece o fim.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Pequenas observações e questões.
Diz um poeta por aí, que é melhor ser alegre que ser triste, mas outro diz que a tristeza faz um homem sonhar... Em quem acreditar? Há tenta música lá fora e a canção que vem de dentro? A inspiração, a luz é acesa em que momento? Se eu perguntar, jamais vou saber, talvez a vida seja isso mesmo, jamais saber de onde vem. Só deixar vir.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Tome tento tanto
Você me fala coisas
eu prefiro distrair
tento entender
é melhor eu caminhar
tome amigo, diz agora
pensa que engana
escuta esta manobra
ao longo da semana
uma ou duas vezes
tanto sei que quer
parar de querer
quanto a isso
tudo bem tome
tento ser tanto
entendido tento
estar comigo tanto.
eu prefiro distrair
tento entender
é melhor eu caminhar
tome amigo, diz agora
pensa que engana
escuta esta manobra
ao longo da semana
uma ou duas vezes
tanto sei que quer
parar de querer
quanto a isso
tudo bem tome
tento ser tanto
entendido tento
estar comigo tanto.
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