domingo, 16 de fevereiro de 2014
Sem ar
Acordei cansado, sem ar, após me revirar a noite toda. Era domingo de manhã e não parava de pensar no encontro, a aparência era de preocupar depois de uma noite de insônia. Levantei aos gritos do interfone, era de se imaginar o Sandro, ele insistia em me despertar. Trouxe uma encomenda, mas me fingi de "dormindo", não queria conversar.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Oi, sou eu. Como você tá?
Eu só queria saber como você está. Eu sei que esse horário você costuma ficar sozinha, então eu resolvi ligar. Faz tempo que a gente não se fala, não conversa. Ficamos no: "tudo bem graças a Deus" para não preocupar um ao outro. Mas quero que você saiba que estou sentindo sua falta, sentindo falta daquelas conversas sinceras. Bom, nem me lembro quando foi a última que tivemos, e chego a duvidar se um dia tivemos tal conversa sincera. Faz tempo que não te vejo, será que todo esse ano longe me fez mudar tanto a ponto de não lembrar de nossas conversas? Será que mudei meus sonhos? Ou será que os realizei. Sabe, eu costumava fazer promessas, mas um dia eu percebi que acabava esquecendo-as. Tão pouco me lembrava o que havia prometido e qual era o meu objetivo. Cheguei a parar de tomar refrigente e comer balas de maça-verde em troca de algo. Isso há 15 anos atrás. As balas parei de vez, deixei para degusta-las ao acaso. Mas o refrigerente ainda me persegue. Você sabe, coca é viciante, não tem jeito. E você, como anda? Tem feito algo diferente? Eu sei que a rotina é fogo, e que o importante é ter saúde, mas e os seus sonhos, você tem sonhado? Quais são seus planos para o futuro? Eu deveria te perguntar mais sobre isso. Ao menos nos faz pensar. Sabe, tenho prestado bastante atenção na relação dos outros e isso me faz lembrar da nossa. Desejo ter degustado mais o nosso tempo juntos, ter falado mais, perguntando mais, escutado mais. Ainda tem tempo. Bom, aqui é super confortável, me adaptei muito bem, mas estou longe de você(s) e isso me faz refletir e questionar o que é o conforto. Tenho trabalhado bastante de graça, voluntário. Me faz feliz, me faz sentir útil. Eu sei, não traz comida pra mesa, mas fazer o que. Estou pensando no networking, sabe? Contatos. Mas apesar disso, me sinto bem feliz fazendo o que estou fazendo. Sabe, as vezes sou difícil de entender, de me fazer entender. Esse é o meu maior desafio. Acho que é o desafio de todo o mundo na verdade. As vezes desejo fazer terapia. Falar e falar pra alguém, buscando uma cura. Cura da ansiedade. Se é que existe uma cura. Escrever para você sacia um pouco. Tenho certeza que ao te abraçar vai aliviar bastante. Bom, eu preciso ir. Boa semana, fica com Deus. Te amo.
domingo, 25 de agosto de 2013
As estrelas da noite passada
A noite passada eu sonhei com estrelas, muitas estrelas no céu azul escuro da noite. Elas brilhavam, explodiam-se, nasciam e renasciam. Acordei sem lembrar disso, passei o dia inteiro fazendo o de costume. Ao anoitecer lembrei deste sonho ao olhar para o céu e não ver as estrelas. Me dei conta de que faz tempo que não vejo as estrelas. Para onde foram elas? Hoje vou olhar novamente para o céu e buscá-las, embora tive a certeza de que nem todos os céus a lua tem a companhia das estrelas, e só quem as apreciou um dia poderá sonhar com elas.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Trabalho no Verão
A voz da música demorou a surgir, os instrumentos sincronizados preenchiam o silêncio. Enquanto o bafo do verão fabricava meu suor. Fecha a janela, liga o ar. E o ar gelado começou a entrar, sintetizando a natureza. A réstia que entra pela persiana me faz lembrar das aventuras do verão, das praias e das piscinas. Mas hoje é dia de computador e ar condicionado. Sair lá fora é perigoso, o sol mata, o protetor solar protege, mas a química mata, a poluição mata, e não trabalhar também mata.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Paciência por volta das 5
Lúdica é a paciência que deixa de esperar o chá tradicional, às 5, com os amigos, pra poder tomar chocolate quente e ver uma paixão de óculos escuros passar na esquina. Entre o chá e o chocolate, o amor passa. Lá onde todos passam com pressa demais para esperar, olhar. Sentam impacientes sem poder reclamar, porque depende deles, assim se faz. Chegar até aqui e esperar. Mesmo assim reclama, mas confirma. O resto vem com paciência. Aquela que jura de pé juntos que o momento é esse, o agora. A hora de se deliciar sem pressa com a companhia do chá. Sem ouvidos. Mesmo que o futuro bata na porta da ansiedade, de segundo e segundo. Diz que o chocolate vai esfriar. O superficial se ouve. Enquanto se espera impaciente, ele passou, com olhar plastificado. Nem se pode reconhecer, nem se deu conta. A ansiedade para mudar a indecisão entre o chá e o chocolate, te desapercebeu e assim amor passa despercebido enquanto a lactose fica.
sábado, 4 de maio de 2013
Domingo de manhã
Lembra há 20 anos atrás quando você sentia um frio na barriga pois ia ver o Ayrton correr no domingo? E você e/ou seu pai acordavam
super cedo, tratavam aquela manhã como uma cerimônia sagrada. Talvez a sua casa cheirava a café fresco, recém passado, coma a minha. E para acompanhar tinha pão de queijo, que junto do café preto tem um gosto bom indescritível. Vibrávamos como se estivéssemos ficando milionários a cada ultrapassagem. E se o Brasil ganhava, era felicidade para a semana inteira. Senti saudades disso hoje.
super cedo, tratavam aquela manhã como uma cerimônia sagrada. Talvez a sua casa cheirava a café fresco, recém passado, coma a minha. E para acompanhar tinha pão de queijo, que junto do café preto tem um gosto bom indescritível. Vibrávamos como se estivéssemos ficando milionários a cada ultrapassagem. E se o Brasil ganhava, era felicidade para a semana inteira. Senti saudades disso hoje.
sábado, 20 de abril de 2013
Amar ou trabalhar?
Ele tossiu discretamente,
ao menos tentou.
Ninguém olhou,
nem perguntou.
Ele voltou a fazer,
o que estava fazendo,
sem perceber,
estava escrevendo.
Pensou estar com frio,
então se distraiu,
fechou a janela,
tomou um café.
Voltou para o papel,
pegou a caneta,
tinha que trabalhar,
mas ele queria amar
e aí inventou um poema.
ao menos tentou.
Ninguém olhou,
nem perguntou.
Ele voltou a fazer,
o que estava fazendo,
sem perceber,
estava escrevendo.
Pensou estar com frio,
então se distraiu,
fechou a janela,
tomou um café.
Voltou para o papel,
pegou a caneta,
tinha que trabalhar,
mas ele queria amar
e aí inventou um poema.
domingo, 10 de março de 2013
Hideout Chicago - Shame That Tune
Um dos melhores shows que já assisti, simples porém fantástico. Os caras são gênios no palco, Abraham Levitan e Brian Costello, formam uma dupla sensacional ao fazer uma espécie de "Game Show" no palco, usado o formato da Roda da Fortuna (Wheel of Fortune), e compondo música ao vivo, em cima das histórias de vexame de alguns convidados pelos artistas.
Na última quinta-feira (8-março-2013), fomos (5 amigos e eu) ver um show de 5 dolares na zona oeste de Chicago. Não esperava nada, preconceito pelo preço (talvez?), mas ao entrar já fiquei surpreso com o estilo "baixo Augusta" do lugar, e a partir daquele momento soube que ia adorar.
Os artistas, chamaram aquela noite de Punk Rock, pois na roda da fortuna, haviam nomes de bandasque se dizem punk de Chicago. Como 4 Non Blondes, Fall out boys e outras. O convidado que conta seu vexame, antes gira a roda da fortuna, então conta em no máximo 3 minutos a história para a platéia e depois é entrevistado, em cerca de 5 minutos, por um dos artistas. Enquanto isso o gênio Abraham ao piano, começa a escrever e compor a música, pegando frases e palavras do discurso do convidado, e faz o show cantando a paródia no mesmo ritmo da banda que foi sorteada na roda da fortuna.
Uma formato extremamente divertido, produção simples, mas que deu muito certo. Entre uma apresentação e outra, há um intervalo para os comerciais, uma sátira das propagandas atuais. Após 3 apresentações / músicas e muitos risos, a platéia escolhe a melhor história, através de aplausos. Naquela noite por acaso, uma menina que contou a primeira vez que ficou menstruada e sua mãe ensinou a usar Tampax e de como sentiu que sua vagina parecia um pão de cachorro quente após perder a virgindade, ganhou o prêmio simbólico (um cookie e uma camiseta). A casa estava lotada, infelizmente era pequena, pois mais gerente merecia ver o show desses caras.
Veja abaixo o texto (em inglês) sobre a dupla, retirado do site da casa de show hideoutchicago.com
"Shame That Tune," a live comedy game show featuring diaries, interviews, and spontaneously-composed songs, continues at The Hideout! "Shame That Tune" is co-hosted by two of Chicago's most prodigious creative forces: Abraham Levitan (keyboardist/vocalist of Baby Teeth, Pearly Sweets, musical collaborator for The Dollar Store reading series, contributor to WBEZ's Re:sound), and Brian Costello (frontman for Johnny & the Limelites, novelist, contributor to the Chicago Reader, live talk-show host.)
On "Shame That Tune," there are three contestants. Each first spins a "Wheel of Fortune"-style wheel, divided into musical sub-genres (e.g., "Bob Dylan's Christian Phase," "Keith Richards solo," "Led Zeppelin III"). The contestant then tells an embarrassing anecdote, no more than three minutes in length (timed by a giant LED clock) from their high-school or junior-high diary. Costello then interviews the contestant for exactly five minutes while Levitan composes, on the spot, a song about the embarrassing anecdote, in the style of the musical sub-genre that came up on the wheel. The winner is determined by applause based on audience response to his/her story and the resulting song; he/she will be rewarded with generous gifts from local businesses.
Na última quinta-feira (8-março-2013), fomos (5 amigos e eu) ver um show de 5 dolares na zona oeste de Chicago. Não esperava nada, preconceito pelo preço (talvez?), mas ao entrar já fiquei surpreso com o estilo "baixo Augusta" do lugar, e a partir daquele momento soube que ia adorar.
Os artistas, chamaram aquela noite de Punk Rock, pois na roda da fortuna, haviam nomes de bandas
Uma formato extremamente divertido, produção simples, mas que deu muito certo. Entre uma apresentação e outra, há um intervalo para os comerciais, uma sátira das propagandas atuais. Após 3 apresentações / músicas e muitos risos, a platéia escolhe a melhor história, através de aplausos. Naquela noite por acaso, uma menina que contou a primeira vez que ficou menstruada e sua mãe ensinou a usar Tampax e de como sentiu que sua vagina parecia um pão de cachorro quente após perder a virgindade, ganhou o prêmio simbólico (um cookie e uma camiseta). A casa estava lotada, infelizmente era pequena, pois mais gerente merecia ver o show desses caras.
Veja abaixo o texto (em inglês) sobre a dupla, retirado do site da casa de show hideoutchicago.com
"Shame That Tune," a live comedy game show featuring diaries, interviews, and spontaneously-composed songs, continues at The Hideout! "Shame That Tune" is co-hosted by two of Chicago's most prodigious creative forces: Abraham Levitan (keyboardist/vocalist of Baby Teeth, Pearly Sweets, musical collaborator for The Dollar Store reading series, contributor to WBEZ's Re:sound), and Brian Costello (frontman for Johnny & the Limelites, novelist, contributor to the Chicago Reader, live talk-show host.)
On "Shame That Tune," there are three contestants. Each first spins a "Wheel of Fortune"-style wheel, divided into musical sub-genres (e.g., "Bob Dylan's Christian Phase," "Keith Richards solo," "Led Zeppelin III"). The contestant then tells an embarrassing anecdote, no more than three minutes in length (timed by a giant LED clock) from their high-school or junior-high diary. Costello then interviews the contestant for exactly five minutes while Levitan composes, on the spot, a song about the embarrassing anecdote, in the style of the musical sub-genre that came up on the wheel. The winner is determined by applause based on audience response to his/her story and the resulting song; he/she will be rewarded with generous gifts from local businesses.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Faz-me levantar
Fez-me levantar
Então você
Para me cantar
Tentou descobrir
Apenas voltar
Dentro de mim
Busquei OK
Soube-se aí
Respirar mais
Profundo doce
Sem nada, mas
Meio confusa
Intercalou bem
Vida ardente
Sol nascente
Fez refém
Pensamento só
Intensamente.
Então você
Para me cantar
Tentou descobrir
Apenas voltar
Dentro de mim
Busquei OK
Soube-se aí
Respirar mais
Profundo doce
Sem nada, mas
Meio confusa
Intercalou bem
Vida ardente
Sol nascente
Fez refém
Pensamento só
Intensamente.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
About feelings and acts
You just cannot have what you don't feel. It seems something logical but some people actually simply don't think like this. It's kind of speak for yourself. Deeply, from the bottom of your soul: "Listen if you have to be prepare about anything don't think too much about preparation, so you just only do it first, and after all it'll be done. I mean, if you must need to do something, do not wait to be prepare. Go on and do it. Nobody is going to do for you. Or worst. Don't have a single person who will take your hand and show the right way to do what YOU want to do. If younare feeling it's because you know how to accomplish that. And trust me it's better to trust in you.
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