Mostrando postagens com marcador Contemporâneo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contemporâneo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fatos do seu dia

Deixa passar pelos ouvidos, e entrar profundo só o que interessar, o que harmonizar, o que convir, tem coisa que faz de conta que existe, que é ilustração, cara com alma de barata, sem questão aparente, sem profundidade para mergulhar.
Todo dia aparece um prédio novo para conhecer, uma rua nova pra se perder, uma música nova para apreciar, um rosto novo para discutir, um problema novo para entreter, um mundo novo para descobrir. E aí?
Pode ser que seja legal, chato, dispendioso, rápido, curto e cumprido.
Os detalhes são minimamente percebidos pela maioria, eles gostam de encrencar, gostam mesmo de se deixar seduzir.
E aí você se coloca no lugar, aprende o que é empatia e deixa acontecer com você, experimenta de forma invisível, complementa com sua inteligência, crítica com sua feição, posiciona com sua morosidade, replica com sua ansiedade de compartilhar e nem se dá conta.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A ligação das pessoas

A comunicação e o convívio entre as pessoas está em sua fase de ascensão exponencial, as relações das pessoas se misturam com a expressão de cada ser humano, e isso nos coloca numa nova era, onde a troca de informação tem que ser agradável para todos, tanto informal quanto empresarial, seja em conteúdo e estética, a mensagem deve ser direcionada para quem quer ouvi-la, apreciá-la, só assim ela terá a relevância que o Google tanto promove e vende, só assim ela permanecerá e multiplicar-se-a.
A internet trouxe esse poder, da agilidade, do compartilhamento, a cada ano que passa mais e mais pessoas estão aprendendo e agregando montantes de informação, novas chegam para compartilhar suas vidas, histórias, saberes numa grande rede onde todos tem acesso.
Como acertar os ponteiros para que no meio do caminho tudo ocorra bem e o destinatário entenda, aprecie e replique o que o remetente lhe informou? A internet possui tantos ruídos, que muitas vezes se transforma num telefone sem fio ou pior, num grande labirinto.
As redes sociais contribuem para que as pessoas se entendam de forma extremamente eficaz e chega a ser lindo, pois com uma estrutura concreta e racional conversa sutilmente de forma lúdica, ao propor criatividade unida a inovação, assim como as grandes Facebook, Twitter e Orkut e muitas outras que nascem a cada momento.
As pessoas querem se encontrar, contar histórias, cada uma da sua maneira e trocar suas experiências de forma inusitada, diferente, muitas vezes artística.
É uma revolução social, uma vez que todos os tradicionais costumes da sociedade como moda, política, gastronomia, educação, entretenimento, todos aderiram, e cada vez mais irão se inserir nesta nova ferramenta, para se manterem vivos e motivados a inovar sempre, direta e rapidamente, através da ação coletiva e co-participativa.
Essa revolução digital é otimista em meio a tanta disfunção que ocorre no mundo. Inclusive a mídia social também ajuda a reverter esses processos com campanhas, atitude, palavras, conselhos, recomendações, tá tudo lá, basta pensar sobre, ter uma inspiração, empurrãozinho para procurar e saber que aquela ajuda existe.
A criatividade para criar relevância na vida das pessoas é o segredo que atrai, sempre foi assim e sempre vai ser, desde pequenos, somos acostumados a gostar daquilo que nos dá mais prazer, e hoje com a internet é igual, com a diferença de que tem muitas coisas para escolher e gostar, e o nosso cérebro já criou uma imensa capacidade tão rápida e inteligente de filtrar e selecionar o que gostamos de forma inconsciente, sem percebermos, é aí que o design entra, com cores e desenhos em sintonia, a música, a fotografia, a arte, as palavras bem escolhidas, a hora certa de dizer a verdade, de fazer suspense, de ser atual, de ser nostálgico, é aquilo que os americanos chamam de "feeling". Traduzindo ao pé da letra fica: sentindo, que define bem o conceito de rede social, de tem base no questionamento das pessoas. O que você está sentindo agora? Aqui na internet, nessa enorme sociedade virtual, sempre tem alguém disposto a entender o que você está sentindo, fazendo, querendo, pensando, e quando o incomum se cruza, chega a ser lindo de ver como, inconscientemente, naturalmente as coisas acontecem.

Postado originalmente em: Mídia Social Criativa

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reflexão: 7 vidas do jornalismo (resposta à Folha)

Na declaração da Folha de São Paulo, Otavio Frias Filho, O diretor de redação, confessa que "o assim chamado "negativismo" da imprensa se volta contra ela própria", e culpa, injustamente, a tecnologia ao dizer que "o advento de mudanças tecnológicas veio afetar o modo de transmissão de informações", mas depois se retrata ao escrever de forma brilhante o motivo do caos aparente ao afirmar com ponto final, o fim dos tempos. "A desorganização do modelo de negócios anterior parece anunciar o apocalipse."

Entre outras conversas sobre a democratização e o excesso da informação, assim como as críticas ao novo jornalismo, acaba por revelar a moral do jornalismo que cultua e infere que tal postura seja a da atualidade ao citar um empresário austriaco-americano (norte americano), de família centenária, tradicional no ramo de comunicação, que a Forbes conferiu como a 132ª (centésima trigésima segunda) pessoa mais rica do mundo, sobre o fim do jornal ao repetir Rupert Murdoch: "em nenhum lugar se tem certeza quanto ao fim do bom jornalismo como nas Redações, onde às vezes o evento tantas vezes prometido é celebrado com deleite masoquista. E comemorado pelo governo qualquer governo.

Se o governo fosse isento disso eu diria que foi uma #putafaltadesacanagem mas essas palavras de Rupert resgatadas pelo diretor de redação de um dos maiores jornais do meu país me fizeram pensar um pouco mais e colocá-las em seus devidos lugares. Depois dessa emocionante declaração, O diretor faz declarações que nos colocam em cima do muro da reflexão para então amaciar o tom ramificando as brilhantes experiências do homem com a comunicação, deixa o nosso cérebro na incógnita de seu potencial e estima progresso com mais rapidez, apesar de reduzir o novo jornalismo a barato, por ser gratuito.

É notório o investimento de tempo e pessoal para realizar um coletivo de notícias que todos querem saber, precisa ter bala na agulha, disso nós sabemos, mas o que fica oculto nessa reflexão do diretor da Folha de São Paulo é que nós também sabemos de onde vem o dinheiro, e os anunciantes sabem mais ainda. O senhor cobrar a obtenção de informação como um interesse é incoerente, todos querem e tem o direito de saber, a vitória da democratização da informação é que cada vez mais o valor se coloca a prova, então vamos ver se estava certo quando proferiu que o jornal "continuará a valer seu preço para aquela parcela crescente de pessoas interessadas em saber mais e melhor.

Caro Otavio F. Filho, achei o seu texto impecável em sua construção, muito bem colocado, com fatores históricos simbólicos de muito bom gosto, além de relembrar a ideologia do jornalismo e os passos para um jornalismo de qualidade. Entretanto ao dizer que a demanda cristalizará um modelo, pressuponho que o passo seguinte esteja meio anuviado em sua cabeça, mas gostaria de ajudar a clarear as suas idéias com a minha esforçada reflexão. Poucas pessoas vão querer pagar por informação, inclusive as que despende de maior quantidade de poder aquisitivo (dinheiro, grana, mais-valia) para comprar tecnologia e se manterem conectadas com o maior numero de fontes de informação e pessoas que discutam o que está sendo informado, uma vez que a tecnologia já se mostrou uma revolucionária efêmera e vem nos surpreendendo todo ano, todo mês que seja, o tempo como conhecemos está com seus dias contados mesmo.

A informação exata, e com credibilidade, que está em jogo e que a mídia e o seu Otavio tanto querem nos vender é a grande questão. Sabemos que os tradicionais nesse mercado tem a credibilidade pra lá de utópica e por isso mesmo consumimos cada vez mais essa mídia burguesa. Ela é refinada, sabe ludibriar e contar histórias fascinantes de forma real. Pra isso monta um baita circo e por isso gasta dinheiro, e por isso seu Otavio quer vender pra quem esteja interessado em saber melhor. Ai vai uma dica Sr. Frias Filho, se a receita da publicidade for insuficiente para pagar a produção, inteligência e execução do jornal, uma boa alternativa é expandir os meios, por exemplo: o projeto da TV Folha, em rede aberta, com tecnologia HDTV, já está em prática, em andamento? já foi discutido, já foi escrito? Acredito que algumas respostas dessas perguntas sejam SIM. É um progresso para a produção nacional.

No final, Otavio desabafa contando que tudo o que um jornal quer é achar o seu leitor, e desbrava essa epopéia no mar de informação, em busca de atingir de forma precisa a informação para quem deseja recebê-la, e até personifica o jornal ao concluir que "os jornais são muitas vezes cansativos, previsíveis, prolixos, distantes, redundantes..."
O jornal sempre será uma das principais fontes de informação, e apesar do negativismo e das futilidades, inerentes do ser humano e que se refletem no meio jornal, independente do formato, o desafio agora é se readequar, isso sempre vai acontecer, esse ponto crítico, pois as novas gerações chegam como surpresas e mudam nosso jeito de pensar e agir, resolvendo antigos problemas de relacionamento, promovendo novas polêmicas de conduta e reeducando o hoje de forma coletiva.

Eu desejo muitíssima sorte para o Otavio Frias e a Folha de São Paulo como empresa, nessa excitante rotina de incertezas e busca pelo melhor sempre.


Confira aqui texto integral e "sem manipulação" postado por Folha.com em 22/05/2010-16h00

sábado, 8 de maio de 2010

Na madruga

Eram três e meia da manhã, passávamos por baixo do metro, perto do são judas, ali na avenida dos Bandeirantes, sentindo praia, via Anchieta ou Imigrantes, a rua estava praticamente vazia de carros naquele horário, mas ainda assim movimentada, normal para uma bandeirantes em dia de sexta-feira a noite, quando:
- Olha! Tem alguém pelado tomando banho ali.
- Ah, eu já tinha visto também, outro dia.

domingo, 2 de maio de 2010

Madrugada na paulista

Sacrilégio, essa porra não vai sair daqui mesmo, eu acabei de dizer que paciência tem limite, e eu não aguento mais ver a sua cara. (Dai-me paciência pra aturar a cara desse sujeito)
Que folga meu irmão, já bebeu, escutou nossas putarias e agora quer bancar o intimo? Se manca mané. - Souza disse enfurecido com a entrada do mendigo.

Na humilde maninho, a gente que ficar sozinho, deixa a gente em paz. - Fi

E o mendigo:
[Olhos de não sei se estou gostando do que estou ouvindo]

Souza:
Olha, quando eu tô bebada eu sou uma desgraça. Fico mais peituda ainda.

[Lá se foi o mendigo]

Risadas de álcool.

São 5 da manhã.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ônibus social

Nos últimos dias pensei bastante no ponto de ônibus, nas pessoas que o consomem, cheguei a citá-lo essa semana em outro texto. Como será que ele se sente? Os sentimentos de um ponto de ônibus. Agora penso nas classes sociais dos pontos de ônibus, tem uns que são apenas um pau fincado no chão, outros tem banquinhos para acomodar as bundinhas dos amigos passageiros, e os da 9 de Julho tem até letreiro eletrônico informando o tempo que o ônibus vai demorar pra chegar. Quem diria que até os pontos de ônibus tem classe social. O que Marx diria?
Penso muito sobre o tempo e no quando. Quando vamos socializar os pontos de ônibus, digo, quando é que todos os pontos de ônibus serão iguais em sua função. Longe de mim querer padronizar o estado, ou o país, tudo ficaria chato e sem graça, gosto assim da diversidade, mas falo da função do ponto de ônibus, do ponto de ônibus social. Na verdade, o ponto de ônibus é só um símbolo para algo que é maior e está por trás dele, o direito de ir e vir, de se transportar. Então a pergunta certa seria: quando vamos socializar o transporte?
Socializar os ônibus, e o transporte em geral, parece mais complicado, para todo mundo ter acesso, seria necessário que as passagens fossem mais baratas, e que houvessem mais carros grandes e funcionais, e mais linhas, itinerários maiores e melhores em ganho de tempo, mais qualidade, mais conforto, e sem dúvida mais vontade de usar o ônibus, para uma grande maioria que usa carro com 4 lugares sobrando, a vontade de usar o busão é quase nunca despertada, dar-lhes motivos mais racionais (conforto, rapidez) para tal, unindo a sensações emocionais (música, aroma, design) seria algo inteligente. Talvez se o transporte público fosse de graça, esse seria um bom incentivo para deixar o Ford em casa.
Agora fica uma nova pergunta, mais relevante do que a anterior, que indagava o tempo em que isso vai acontecer, que é o como? O grande advérbio do século: Como. De que modo se faz? Como ter dinheiro para esse mercado arrecadar o suficiente para sua manutenção e desenvolvimento?
A minha resposta, com já havia de se esperar, vai primeiro cair na exploração da comunicação, na publicidade, por razões obvias de formação. Tenho manias que querer vender todo tipo de imagem. Afinal de contar, público os ônibus tem, é disso que a mídia vive, público. Mas a questão fica aberta. Enquanto isso vou pensando em outras coisas para escrever, e chegar em outras questões que me travem o pensamento.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mensagens de Exibição do MSN

Quando o MSN diz: "Compartilhar uma mensagem rápida".

Olha o que algumas pessoas respondem:



"arrumando as malas... to ficando doiiiiiiida! hahahaha"

"numa linda noite bela saimos pela madrugada Ela e o namorado dela Eu e minha namorada..."

"O cerne da fé é a certeza de que a vida vence a morte."



"Ubatuba me segura + carnaval..adorooo!"

"XXXSTRAIGHT EDGE POWER XXX estilo de vida livre de drogas e vicios!!!"

"http://obaratodesp.wordpress.com Eu quero e preciso de um negociador!"



"Putz, não imaginei que seria assim..."


[OBS: A gramática e a pontuação foram preservadas]


Tem gente feliz,
negócios, promoção,
time do coração,
viagem, canção,
coragem, certeza,
vitória, reflexão,
neuorose, brincadeira
tempo, realidade,
sonho e melodia.


domingo, 18 de abril de 2010

Assaltaram a casa da vizinha

- Assaltaram a casa da vizinha!
- Ai meu Deus, entraram lá dentro?
- Se pá. Pensei que ela ia reclamar da marola.

terça-feira, 9 de março de 2010

Ônibus em Diadema

Fazia tempo, tinha esquecido a sensação de como era pegar ônibus no município de Diadema, porque como vocês sabem cada cidade do país tem suas características próprias no transporte coletivo, os modelos dos veículos, a forma de pagamento, o estilo dos motoristas, até o preço é diferente. A espera sinto dizer, continua a mesma, ainda demorada, fiquei quase 20 minutos esperando para andar 6km aproximadamente, relativamente curta a distância, se tivesse ido andando já estaria na metade do caminho quando o busão chegou, mas o sol das quatorze horas está bem forte ultimamente, preferi esperar.
Passou um e nada, no segundo com a mesma placa de destino eu tive que parar e perguntar: “Ei você vai pra Dom João VI?” O de traz vai, com placa vermelha, esse aqui faz outro caminho – Respondeu o motorista. Que diacho, antes só tinha uma linha que passava aqui, agora tem duas?
O bendito microônibus com placa vermelha chegou, estava sozinho no ponto, mas um minuto antes dele chegar, aparecem duas pessoas, ofereci a entrada para uma mulher, ela recusou dizendo que eu poderia entrar na frente, fui logo entrando, sem lugar para sentar antes da catraca, tive que ficar em pé pegando as moedas da carteira (deveria ter separado antes, eu sei), parando a fila, e o motorista sem esperar já foi logo andando sem esperar que todos pagassem, me equilibrei horrores pra pegar o dinheiro e ficar de pé no busão, até que consegui e passei da catraca.
Quando tive tempo de perceber quem estava lá na viagem comigo: um casal jovem de namorados, os dois cabeludos, ela loira, bonita, traços finos, e ele só cabelo, seu rosto estava coberto, ele parecia se esconder no colo dela, fiquei curioso pra ver quem era, no final percebi que era um japonês nerd, ele tinha um livro nas mãos e ela um jornal que dizia algo sobre literatura na manchete. Sentei bem próximo a eles, tentei ler o jornal na mão dela e observei as outras pessoas, algumas de costas pra mim, outras ao lado.
Tentei encontrar alguém bonito e foi bem difícil, a salvar pelo casal, sem querer ser arrogante ou exigente, foi só um lapso de nostalgia, antes quando andava com mais freqüência de ônibus, eu via mais pessoas bonitas, conseguia até flertar muito raramente, mas hoje levei um choque, talvez fosse o sol quente demais que estava desanimando as pessoas, ou elas também tiveram que esperar demais pra pegar aquele ônibus e ficaram desanimadas, nenhuma pessoa daquele ônibus estava sorrindo, agora me pergunto, será que eu estava sorrindo?
No entardecer, ao pôr do sol, no comecinho da noite, novamente tive que pegar o ônibus do mesmo itinerário, só que dessa vez para voltar aquele destino que havia partido a tarde. Andei correndo por 6 quarteirões, olhando pra trás pra ver se via o meu amigo de rodas, jurei pra mim mesmo que iria chegar na oficina correndo, (aham, eram 6km, quem eu queria enganar?) no 7º quarteirão ele chegou e eu pude descansar um pouco, ainda bem, já tava dando aquela dor aguda no abdômen. Por incrível que pareça neste horário de pico o ônibus estava razoavelmente cheio, com espaços para sentar, mais uma vez tive que me equilibrar para pegar as moedas, R$ 2,50, pois de novo havia esquecido de separar. Observei novamente os passageiros, dessa vez havia sorrisos, de criança, mas ainda assim pouca beleza no busão, teve privilégio nas olhadas quem estava dormindo, cochilando na poltrona (eu ouço essa palavra "poltrona" e imagino conforto, totalmente ao contrário da cadeirinha safada do busão), o dorminhoco com ar de suspense, meio escondendo o rosto, passou a ficar bonito.
A cobrança e a crítica realmente fazem parte do coletivo, elas partem do desejo de melhora, e as enxergo com clareza, pois senti falta e creio que todos sentem também, dizer que a demora e a falta de conforto das cadeiras é o mínimo, poderia citar também a falta de cuidado do motorista, um mínimo de educação com um simples boa noite faria diferença na minha viagem, mas estamos no Brasil, entendo o clima estressado do fim de um expediente. Também desconheço tanta fixação pela beleza, principalmente da minha parte, eu só observo e quando percebo estou procurando por estética agradável, Vinícius deve mesmo ter me convencido de que ela, a beleza, é fundamental.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O carro quebrou

O carro quebrou no fim da madrugada, a ajuda demorou pra chegar, pra ser mais exato chegou só no fim da manhã, e no meio desse percurso eu percebi falhas no companhia de engenharia e trafego, já que demoraram duas horas para chegar no local. Percebi a propina cobrada, já que o guincho foi o olho da cara e o dono do caminhão me confirmou que pagou trinta reais para o marronzinho e ainda percebi a gentileza do motorista, que me fez um desconto de vinte reais.
Ainda faltava lidar com o mecânico, pessoa nada fácil, você tem que chegar com o peito estufado, dizendo que sabe o que está errado, e ele com toda sua destreza de mecânico te mostra que não é pau é pedra. Você desmancha o peito, faz cara de choro sem ele perceber, engole as lágrimas e discorda um pouco, concorda um outro pouco. Não ele não vai te dar nota fiscal, ele não paga tanto imposto quanto deveria, ele é esperto, ele é mecânico. Certo, ele conseguiu deixar funcionando, deu a desculpa da gasolina adulterada. Raios, onde já se viu São Paulo com gasolina pura?
Estou com trauma da estrada, não dá estrada em si, de ficar parado com um monte de ferro em forma de Palio atrapalhando os outros, mas vou lá, sou brasileiro. Olha, e não é que está funcionando, mas ainda escuto um barulho estranho, não há de ser nada.
Bairros, quarteirões, shopping, a madrugada é de novo a minha amiga. Eu só preciso abastecer, saco vazio não para em pé e carro vazio não desliza pelo asfalto. Melhor ir por cima para passar no posto logo, mas por baixo é mais fácil, tem aquele posto da mesma marca, confiável, acho que dá tempo de chegar até lá.
Ah não, agora não, por aqui não, o carro parou bem na frente da favela, o coração palpitou, quer dizer, a consciência quase me crucificou como quem diz: Eu disse! Eu avisei, agora deixa o carro aí, vai andar a pé 4 quarteirões inteiros, perto da favela onde policiais são famosos por seus crimes, vai lá no posto da maior distribuidora do país, aquele que você queria boicotar porque suspeita corrupção, aproveita e reza um pouco pra que nada te aconteça na calada da noite.
Depois de 3 litros de gasolina ADITIVADA, como se tivesse uma enorme diferença das outras, uma cena de policiais enquadrando dois motoqueiros, pessoas estranhas na rua e o calor depois de andar 4 quarteirões inteiros, o carro voltou a andar, mesmo depois de derramar quase 1 litro na pintura e no chão, é culpa do desespero.
Direto pro posto colocar mais combustível, não falha, não falha, de novo não.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

carta para o amigo 2.

Sinto saudades, mas estou feliz com a distância, já estava cego, sem perspectiva, precisa me esquivar um pouco, ouvir outras vozes, ficar mais em silêncio. A minha falta de paciência vem ficando mais curta com o passar do tempo, na verdade sinto falta de uma mudança brusca, entendes? Um choque, como os térmicos, que são extremistas. Choque cultural eu tenho todos os dias. Definitivamente eu preciso conviver com mais pessoas, e o tempo vai começar a ser mais rotativo, parece que ando apertando o play mais vezes para a intensidade me freqüentar. Chega de pensar, hora de agir, agora!
Mas eu dizia das saudades, saudade de quando falávamos de política com esperança, com o passar do tempo esse sentimento virou reclamação, acomodação, depois que o prazer ficou caro e esquecíamos da essência do prazer, passamos a lembrar dessa essência em relapsos de tempo, e agora para senti-la novamente eu vejo outros olhos. Como é difícil encontrar olhos como os teus, como os teus jamais existirão, mas compreenda o que digo, a sincronia que você sabe o que eu sei, é rara nos olhos humanos, os olhos não se deixam aprofundar hoje em dia, são superficiais, muito ocupados.
Falávamos do Rio Tiête despoluído, imagina as árvores, o gramado, as crianças nadando, a cidade é a nova veneza do mundo, São Paulo amadureceu definitivamente, e agora é uma cidade charmosa e voraz, como sempre foi. Devaneios.
Os meus sonhos e caprichos preciso vendê-los para quem não os conheça, quem vai me mimar? Alguém que olhe a minha aparência e opine o certo. Me deixe congruente.
Eu vinha falar de saudades, das tuas sábias palavras, analogias, gírias e sotaques e mais uma vez o meu ego quase que atrapalhou. Quero te contar como eu vejo o mundo daqui, só que tem que ser de uma forma bem bonita, como você jamais sentiu vindo de mim.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Piada com o Lula via e-mail



Eu fiz questão de preservar o nome do amigo que me enviou por e-mail, mas se você quiser ser citado, me avise que dou um update aqui. A formatação é a original para não perder a essência do que senti na hora que recebi e terminei de ler...





Em um congresso internacional de medicina.

O médico alemão diz:
Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico espanhol afirma:
A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico russo diz:
Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.


O médico grego disse:
Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.

O médico brasileiro diz orgulhoso:
Isso não é nada! No Brasil, nós pegamos um cara sem dedo, sem cérebro, sem peito e chegado a uma pinga, colocamos na presidência da república e agora o país inteiro está procurando emprego.


IMPORTANTE:
TODO AQUELE QUE RECEBER ESTA PIADA, TEM A OBRIGAÇÃO MORAL DE ENCAMINHAR, EM DEFESA DA
ÉTICA E DA DEMOCRACIA.

SE VOCÊ ROMPER A CADEIA, O LULA PODE ELEGER A DOCE DILMA...

ODEIO CORRENTES, MAS ESSA É POR UMA BOA CAUSA!!


...como eu dizia:

COMUM!!!


Isso merece um Edvard Münch


domingo, 3 de janeiro de 2010

Avatar

Quem disser que saiu do cinema sem querer ter seu Avatar está mentindo feio. Eu sempre tive meus avatares, desde a época dos Cavaleiros do Zodiaco, eu tomava a personalidade de um deles emprestado, sonhava com aquilo e esperava o dia em que se tornaria real, foi assim com muitos outros roteiros japoneses, alguns americanos e pra ser sincero, e infelizmente, muito poucos brasileiros.

Avatar é um filme de guerra, com características exageradas de guerra, principalmente pelos personagens desse núcleo, e fala de consciência. Avatar é um desejo de evolução, é uma junção de vontades humanas de Cameron e muitos outros humanos: poder voar, domar feras, escutar verdades e árvores. Eu consegui ver James Cameron, em pouco mais de duas horas, ele passou sua mensagem, mostrou o que está enxergando, chutou uma solução e foi buscando no escuro a motivação para evoluir. Ele fala de contato eletroquímico (as sinapses fazem isso) via mãos, cabelo? É realmente um sonho, real em Avatar. A trilha cresce com o filme, é a evolução da de Titanic, muitos instrumentos, só que dessa vez em sinfonia moderna, acredito ter escutado a voz da Celine Dion nos créditos do filme, os efeitos são indescritíveis, a imaginação é poderosa, as cores são brilhantes.

Eu sou suspeito pra falar, pois sou apaixonado pela sétima arte, eu choro com o pior dos roteiros, seja pela beleza ou pela estupidez, mas Avatar é romântico, então é quase impossível uma alma lírica não chorar com um monte de verdades elevadas a ficção.

Ah, tem o detalhe do 3D: resumindo foi legal. Simples assim. As vezes parecia que tinha um equipamento da NASA perto de mim ou várias moscas voando ao meu redor, enfim, nada de muito mais, o pior é que tive que devolver os óculos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

carta para o amigo.

É tão bom te ver, eu preciso te contar que um dia desses, a pouco tempo atrás, aconteceu de me enxergar, perceber o que estava acontecendo ao meu redor, e tudo isso em tempo de duvidar se era aquilo mesmo que eu estava olhando e analisando ou era apenas ilusão, dizem que quem está de fora enxerga melhor, foi assim que me senti, por cima. As minhas atitudes eram encaixadas e pontuais, sempre que me equivocava, o que é de fato normal no ser aqui, aprendia com destreza e ovacionava com alegrias.
Muita sorte eu penso, e tristeza também, por pensar nos outros. É tão arrogante pensar que neste mundo existem pessoas que acreditam não ter sua sorte? Me diz. Me sinto culpado por isso, mas é real. E se a imaginação pode transformar o sonho na matéria-prima da criatividade, é possível que tudo dê certo no final. Tudo se resolve né? Já dizia a matemática.
Eu tive que decidir, e foi nessa hora que eu me vi, procurando a diplomacia que vive em mim e praticando o desapego, sempre almejando a tranqüilidade do minuto seguinte com jogo de cintura digno de mulata e sorriso no rosto alá felicidade instantânea.
A aparência é tão importante que já não me importa mais, vontade de ver tudo logo de uma vez, mas sei que não tem graça, o sono te faz esquecer das coisas, tudo a seu tempo, que seja depois do meio dia. Mas hoje li que andar para trás é exercício para o cérebro, ativa a memória sabia? Eu não sabia, mas agora sei, não me espanta, porque entra ano e sai ano, eu acabo a ficar cada vez mais impressionado conosco, (adoro sotaque português, acho engraçado) como somos oportunistas, e os caminhos para tal são extremamente ótimos para nos entreter e divertir, depende do seu e da sua sorte.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CPF na nota?

Nota fiscal paulista?
Sim, por favor: 330.982.928-65.
Vou colocar o cpf em todas as compras que puder e as que não puder também, quero ganhar um descontão no IPVA, vai ser mara.
CPF na nota?
Não obrigado.
Pensando bem, melhor não colocar cpf na nota, o governo quer saber tudo o que eu faço, por onde ando, o que consumo por aí, eles estão armando alguma coisa, bando de sem vergonhas.
CPF na nota?
Não.
Só vou colocar o cpf nas notas das compras que forem para mim; mas pensando bem, eu tô sozinho aqui, a compra foi um valor alto e ninguém vai sentir falta disso. Ai!!! Deveria ter colocado meu cpf nessa nota, que desperdício, o governo não tá muito aí para o que o compro mesmo, mas agora eu já falei não, da próxima vez eu coloco.

domingo, 18 de outubro de 2009

Os CDs estão morrendo.

Hoje a minha amiga deixou um CD de mp3 no carro. Muitas músicas boas, uma versão antigassa de Monkey Man, The Doors e por aí vai, adorei o presente que ela jura que eu vou devolver. Acontece que ando sem paciência para gravar cds, eu acabo levando tempo demais escolhendo as músicas, por isso desejo tanto um IPOD, 160Gb de música num aparelho áureo e pequeno como aquele é prático, acelera a vida. É do futuro. Vinil é legal, mas é ocasional.
E sem essa de que gravar mp3 é piratiar, (existe verbo piratear?) a troca de informações, música no caso, é uma conquista cultural da sociedade, os músicos deveriam se dar por felizes que agora tudo circula muito rápido, quem for bom fica, se propaga por ai, rompe fronteiras, se for desafinadinho desaparece na multidão, tchau e benção, é a seleção natural. É uma delícia ler o encarte de um álbum, mas a economia pede mais que isso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O espelho beijado

Hoje no meio de uma conversa sobre beijo eu lembrei das minhas primeiras beiçadas e ri bastante, jamais vou esquecer daquele começo de noite, depois de um banho quentinho, eu me trocando no quarto, com a janela aberta, de pé em cima da cama, me vi num momento envolvente, eu e o espelho, beijei aquele objeto criado pela vaidade como se fosse uma pessoa, como se fosse eu mesmo. E virava a cabeça de um lado pro outro, era tudo muito suave, lembro que a brincadeira tinha começado no braço, depois necessitei de algo mais, parti pra uma imagem, o constrangedor foi ver uma pessoa passando pela janela, ver a cena e sair dando risada. Não consigo me lembrar quem passou, só sei que nada deu para esconder, era exatamente aquilo que ela viu, um menino beijando um espelho como se fosse sua namorada.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quase amor

Surpreendente! Sabe aquela pessoa que você bate o olho e gosta na hora e pensa: é com ela que eu quero casar, ter filhos, lavar e passar se precisar... sabe? Pois é, ela era assim, perfeita assim, naquela minha utopia de minutos, passei e bati o olho esquecendo de onde estava, o propósito e finalidade, só era ela e eu a um passo de uma nova história de amor que nasceria na mãe terra, quando de repente ela me vem e estraga tudo com aquele sorriso e jeito imponente, vulgarizada pela pose. Logo perguntei: é puta? E meu amigo na hora respondeu: quase certeza.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Domingos Leme

Hoje fui até o final da Domingos Leme.
Na verdade até o início, pois pra mim ela começa no fim.
Quanta opulência na Vila Nova.
A São Paulo dos jovens ricos.
Banhada pelo sol e guardada com as árvores.
Muita grandiosidade, sobretudo a arquitetura.
Quase não vejo o topo ao olhar pra cima.
As calçadas varridas e sãns.
As lojas límpidas e ansiosas.
Os cafés tímidos e sofisticados.
As pessoas poucas e ocupadas.
Os carros egocêntricos e apressados.
O ar estava puro.
Os cães penteados.
A caminhada foi tranquila.
Cheguei no começo e virei a esquerda.
Voltei pela Santo Amaro cinzenta, cheia de calor.
Lá os carros tinham mais pressa.
As pessoas tinham mais volúpia.
Joguei meu charme pela avenida.
Olhei nos olhos de quem não me esperava.
Encantei aquela passagem com minha energia.
Olhei até pra quem não devia.
Caminhei quarteirões a observar.
Virei novamente a esquerda pra retornar.
Hoje eu fui até o início da Domingos Leme.
Aquela rua teve o seu prazer ao me ver.
Respirei profundo o seu ar.
Suas árvores podadas.
Com asfalto liso.
E simpatia concreta.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Correria pela grama

Eu vim cantar aqui.
Subjetivar o que é explicito.
A ordem que mudou de tom.
Faz valer porque é preciso.

A demanda é bem clara.
Falta voz nesta praça.
Se os recursos são escassos.
Os ventos vão por outros lados.

Todo mundo quer esse lugar.
Há quem sabe e quer jogar.
Espalhar voz nos ventos é sentimento.
Honestidade gera movimento.

O barulho causou tremor.
Assusta e seleciona a minoria.
Se o mundo correr pro mesmo lado.
É amigo, vai ficar apertado.

A cuca quebra toda hora.
Tentando errar todos os foras.
Pra acertar antes da hora.
Igual os gênios de outrora.

Com grama na mão.
Você faz parte do jogo.
Pise e corra sem pressão.
Sentirás o vento em teu rosto.